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Três vítimas do desabamento da Ponte JK seguem desaparecidas e famílias não foram indenizadas

Novas imagens reacendem debate sobre colapso de ponte entre TO e MA Três vítimas do desabamento da Ponte JK, entre Tocantins e Maranhão, seguem desaparecidas...

Três vítimas do desabamento da Ponte JK seguem desaparecidas e famílias não foram indenizadas
Três vítimas do desabamento da Ponte JK seguem desaparecidas e famílias não foram indenizadas (Foto: Reprodução)

Novas imagens reacendem debate sobre colapso de ponte entre TO e MA Três vítimas do desabamento da Ponte JK, entre Tocantins e Maranhão, seguem desaparecidas. O colapso da estrutura aconteceu em dezembro de 2024 e as buscas seguiram até janeiro de 2025. Novas imagens, divulgadas nas redes sociais nesta quinta-feira (19), mostram o momento em que carros, caminhões e uma moto foram arremessados. O acidente aconteceu no dia 22 de dezembro de 2024, pouco antes das 15h. O vão central colapsou e derrubou parte da estrutura, levando diversos veículos para o fundo do Rio Tocantins. A tragédia deixou 14 mortos, três desaparecidos, e um ferido. Famílias ainda não foram indenizadas. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp As vítimas que seguem desaparecidas são: Salmon Alves Santos, de 65 anos, Felipe Giuvannuci Ribeiro, 10 anos Gessimar Ferreira da Costa, de 38 anos Imagem da câmera de caminhão registra o momento em que a ponte JK caiu em Aguiarnópolis Felipe viajava com os avós Salmon e Alessandra Ribeiro, que teve o corpo localizado pelas equipes de buscas. "A gente precisa fechar esse ciclo que a gente não fechou. A gente está nesta expectativa, nessa espera que é angustiante, que demora demais. A gente não sabe onde buscar, a quem recorrer. É muito difícil para a família", disse Maristelia Alves Santos, irmã de Salmon, em entrevista à TV Anhanguera. Em dezembro de 2025, a Marinha informou que as buscas pelas vítimas desaparecidas chegaram ao limite técnico-operacional no dia 29 de janeiro daquele ano, um mês após o desabamento. Segundo o Corpo de Bombeiros do Tocantins, no momento, as buscas encontram-se suspensas, mas "havendo qualquer novo indício, as equipes retomarão imediatamente as atividades". Gessimar Ferreira e Salmon Alves Santos seguem desaparecidos Reprodução/Redes Sociais O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que não há uma previsão de quando as indenizações serão pagas. "No momento, não é possível estabelecer uma previsão geral para o pagamento das indenizações. No caso das ações judiciais, eventuais pagamentos dependerão do regular andamento processual e ocorrerão por meio de requisições judiciais, como precatórios ou RPVs (Requisições de Pequeno Valor), após decisão definitiva (veja nota completa abaixo)". LEIA MAIS Novas imagens mostram momento em que caminhões e moto são arremessados em desabamento de ponte entre TO e MA Com drones e cães farejadores, buscas por mecânico desaparecido em fazenda chegam ao sétimo dia Momento em que veículos foram arremessados durante queda de ponte Arte g1 Como foi o desabamento A Ponte JK tinha sido construída em 1960 e há anos era alvo de reclamações dos usuários. A última grande reforma da estrutura ocorreu entre 1998 e 2000. O laudo da Polícia Federal apontou que queda foi provocada pela deformação do vão central, causada pelo excesso de peso dos veículos. A ponte colapsou por volta das 14h50 do dia 22 de dezembro de 2024. No desabamento, caíram no Rio Tocantins três motos, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões, sendo que dois deles carregavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e os outros dois levavam 22 mil litros de defensivos agrícolas. Antes da ponte cair, moradores do Tocantins e do Maranhão alertavam as autoridades sobre a situação da estrutura. A queda aconteceu no exato momento em que o vereador de Aguiarnópolis, Elias Júnior (Republicanos), filmava o local para denunciar os problemas da ponte. O que restou da ponte passou por uma implosão em fevereiro de 2025. Logo após o procedimento, as obras da nova estrutura que passa pela rodovia BR-226 começaram. A nova ponte foi inaugurada no dia 22 de dezembro de 2025. Advogada cobra providências Os vídeos que mostram novos ângulos do desabamento foram gravados pelas câmeras de monitoramento do caminhão de uma transportadora, que atravessava a ponte no instante do colapso. As imagens mostram que a travessia seguia normalmente até que a ponte começou a desabar. Essas imagens foram recuperadas e anexadas ao processo, segundo a advogada Melissa Fachinello, que representa empresas e pessoas afetadas pelo desabamento, e tramitam no processo que corre na Justiça Federal, conforme apurado pelo g1. A Polícia Federal informou que os vídeos estão no inquérito civil sobre o desabamento. Também afirmou que "diante da complexidade dos fatos apurados, o inquérito policial permanece em andamento, com diligências investigativas ainda em curso." A divulgação dos vídeos, que viralizaram nas redes sociais, ampliou a dor das famílias, que ainda aguardam as indenizações pela tragédia. "Nós estamos todos chorando, todos sofrendo, porque justamente o vídeo pega o momento exato da morte dela através da câmera do caminhão. Parece que um ano se passou e a dor aumentou", contou Amanda Rodrigues, irmã de Lorena Ribeiro, que aparece sendo arremessada em uma moto. A advogada Melissa Fachinello afirmou que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) não iniciou as indenizações aos pescadores. “Uma tragédia que poderia ter sido evitada se houvesse cuidado, manutenção, fiscalização e responsabilidade. Que a memória desse dia nos lembre que vidas não podem ser tratadas com descaso, silêncio e irresponsabilidade. Respeito e indenização já", desabafou. O Dnit afirmou que as demandas relacionadas às indenizações estão judicializadas e está em tratativas para realizar mutirões com foco na busca de soluções consensuais. Íntegra da nota do DNIT O DNIT informa que as demandas relacionadas às indenizações decorrentes do desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek, ocorrido entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), em dezembro de 2024, encontram-se atualmente judicializadas. Há diversas ações em tramitação, ajuizadas por particulares, por entes públicos — como o Ministério Público — e por organizações da sociedade civil. Nessas demandas, são discutidos diferentes tipos de indenização, incluindo danos materiais, danos morais, lucros cessantes e eventuais danos ambientais. Nesse contexto, estão em tratativas, junto à Justiça Federal, iniciativas voltadas à realização de mutirões com foco na busca de soluções consensuais, com o objetivo de conferir maior celeridade e efetividade às respostas às famílias atingidas. Também há a possibilidade de celebração de acordos, observados os procedimentos e critérios estabelecidos na Portaria nº 498/AGU, a partir da análise de viabilidade jurídica e administrativa das propostas apresentadas pelas partes envolvidas. No momento, não é possível estabelecer uma previsão geral para o pagamento das indenizações. No caso das ações judiciais, eventuais pagamentos dependerão do regular andamento processual e ocorrerão por meio de requisições judiciais, como precatórios ou RPVs (Requisições de Pequeno Valor), após decisão definitiva. A condução das demandas judiciais envolve a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU), por meio do DNIT e dos órgãos de representação judicial da autarquia, em articulação com o DNIT e demais órgãos competentes. As famílias interessadas devem acompanhar o andamento de seus processos por intermédio de seus advogados, no caso de ações individuais, ou por meio do Ministério Público e de associações representativas, nas ações coletivas. Por fim, destaca-se que há diversas ações judiciais em curso sobre o tema, em diferentes fases processuais — incluindo fase inicial, produção de provas, análise judicial e tentativas de conciliação —, o que reforça a complexidade do caso e a necessidade de tratamento individualizado das demandas. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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