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Justiça do Tocantins segue com expediente judicial suspenso oito dias após suspeita de incidente cibernético

Tribunal de Justiça do Tocantins Divulgação/TJTO Processos judiciais que tramitam no Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) seguem parados há oito dias de...

Justiça do Tocantins segue com expediente judicial suspenso oito dias após suspeita de incidente cibernético
Justiça do Tocantins segue com expediente judicial suspenso oito dias após suspeita de incidente cibernético (Foto: Reprodução)

Tribunal de Justiça do Tocantins Divulgação/TJTO Processos judiciais que tramitam no Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) seguem parados há oito dias devido à suspensão temporária do acesso externo aos sistemas e serviços. A medida foi tomada após a identificação de atividade atípica na infraestrutura tecnológica, com indícios de um possível incidente cibernético. O órgão chegou a informar que o sistema voltaria ao ar e o expediente judiciário seria retomado nesta terça-feira (27), mas prorrogou o prazo para quinta-feira (29). Segundo comunicado do Tribunal, seguem suspensos os prazos processuais no âmbito do Poder Judiciário estadual, em razão da indisponibilidade do Sistema de Processo Eletrônico (eproc). Nesse período, o expediente judiciário em todas as unidades de primeiro e segundo graus de jurisdição também segue suspenso. As demandas judiciais urgentes são atendidas em regime de plantão. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp O g1 conversou com servidores do TJ, que não quiseram se identificar, para entender como a indisponibilidade do Sistema E-proc tem afetado a prestação jurisdicional. Eles afirmam que os processos atrasam e acumulam, tendo em vista que tramitam exclusivamente pelo sistema. "A falta de sistema impacta diretamente o sistema de Justiça, ante o cancelamento de audiências e a paralisação da força de trabalho em um Tribunal onde a força de trabalho já é reduzida", disse um profissional. LEIA MAIS Justiça do TO suspende acesso externo a sistemas e prazos processuais após suspeita de incidente cibernético Programa de estágio oferece vagas em diversas áreas no TO com bolsas de até R$ 1,3 mil Cidade do Tocantins zera tarifa de ônibus durante todos os dias da semana; entenda Agora no g1 A Defensoria Pública do Tocantins informou, em nota, que a instituição foi afetada e as atividades "finalísticas" precisaram ser readequadas. A Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins (OAB-TO) informou que vai ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em busca de providências para a estabilização do sistema e a garantia da continuidade dos serviços judiciais. "A iniciativa visa resguardar as prerrogativas da advocacia e os direitos dos jurisdicionados, assegurando condições adequadas para o exercício profissional e o acesso à Justiça", afirmou a instituição em publicação. Segundo a OAB, afeta a rotina dos profissionais e os cidadãos que aguardam decisões, movimentações processuais e o recebimento de valores judiciais. Por isso, defende medidas que reduzam os impactos da paralisação e assegurem a continuidade do atendimento. Entenda A decisão de bloquear os acessos externos ao sistema de processos eletrônicos, segundo o Tribunal, teve caráter preventivo e busca garantir a segurança e a integridade dos dados e das informações sob responsabilidade do tribunal. Segundo o TJTO, as equipes de Tecnologia da Informação atuam para investigar a origem da ocorrência e avaliar eventuais impactos no sistema. O TJ informou que o expediente administrativo foi mantido. Não foi informado se serão tomadas medidas para a reorganização do fluxo dos processos que se acumularam durante esse período. O g1 questionou porque o prazo de suspensão foi prorrogado, mas não houve retorno. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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