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Como funcionava esquema suspeito de pagar R$ 4 milhões em propina no TO

Polícia Civil cumpre 70 mandados contra suposto esquema de corrupção em 11 cidades do TO A investigação da Polícia Civil que levou à Operação ÔM3GA ap...

Como funcionava esquema suspeito de pagar R$ 4 milhões em propina no TO
Como funcionava esquema suspeito de pagar R$ 4 milhões em propina no TO (Foto: Reprodução)

Polícia Civil cumpre 70 mandados contra suposto esquema de corrupção em 11 cidades do TO A investigação da Polícia Civil que levou à Operação ÔM3GA aponta que o grupo suspeito de atuar em prefeituras e câmaras municipais do Tocantins teria usado contratos públicos para abrir espaço dentro das administrações municipais, conseguir novos negócios e repassar mais de R$ 4 milhões em propinas a agentes públicos. As investigações começaram em 2024, após a identificação de suspeitas de irregularidades em contratações públicas nos municípios de Nova Olinda e Darcinópolis. Depois, o grupo teria expandido sua atuação para outras cidades tocantinenses. O suposto esquema teria movimentado mais de R$ 10,3 milhões em verbas públicas entre 2021 e 2025. Nesta quarta-feira (14), mais de 100 policiais civis cumpriram 70 mandados de busca e apreensão relacionados a 41 alvos em Araguaína, Palmas, Ananás, Arapoema, Darcinópolis, Pau D'Arco, Pedro Afonso, Nova Olinda, Palmeirante, Colinas do Tocantins e Figueirópolis. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Buscas foram realizadas em sedes de cinco prefeituras e cinco câmaras municipais, escritórios de advocacia, empresas e residências dos investigados. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) não informou quais municípios e gestores são investigados. Por isso, o g1 não conseguiu contato com as defesas dos alvos. As prefeituras de Nova Olinda e Darcinópolis foram procuradas pela TV Anhanguera, mas não se manifestaram até a última atualização desta reportagem. LEIA MAIS PC investiga esquema de corrupção suspeito de movimentar R$ 10,3 milhões em prefeituras e câmaras de vereadores Turista fica 11 horas preso em penhasco após escorregar ao tentar tirar selfie em serra no TO Jovem de 18 anos morre em acidente de moto em Araguatins Policiais coletaram documentos e planilhas com registros financeiros Divulgação/Polícia Civil Como funcionava o esquema Segundo a Polícia Civil, o esquema começava com a contratação de empresas de contabilidade ligadas aos investigados. Esses contratos serviriam como porta de entrada para que o grupo se aproximasse da gestão municipal e passasse a atuar dentro da estrutura administrativa. Depois disso, de acordo com a investigação, outras empresas ligadas ao grupo passavam a ser contratadas pelos municípios para prestar diferentes serviços, como engenharia, digitalização de documentos, sistemas de gestão e locação de veículos. Entre os documentos analisados pelos investigadores estão processos de licitação, pareceres jurídicos, minutas de contratos e propostas de empresas concorrentes que estariam em formato editável. Para a polícia, esse material reforça a suspeita de favorecimento nas contratações públicas. Polícia Civil cumpre mandados em Prefeitura Municipal de Ananás Divulgação/Polícia Civil Planilha registrava repasses A investigação também concluiu que as empresas de contabilidade investigadas receberam mais de R$ 10,3 milhões entre 2021 e 2025. Segundo a Polícia Civil, a maior parte desse dinheiro veio de prefeituras, câmaras municipais e fundos públicos. Parte dos recursos recebidos teria sido usada para o pagamento de propinas e mais de R$ 4 milhões teriam sido repassados a agentes políticos, vereadores, secretários, servidores públicos e procuradores municipais em troca do favorecimento das empresas investigadas. Outro elemento citado pela polícia é uma planilha encontrada em arquivos digitais de um dos investigados. O documento, datado de março de 2021, apresentaria o controle de repasses de valores a agentes públicos, identificados pelo próprio grupo como "voltas". A Polícia Civil também apura indícios de lavagem de dinheiro. Entre as suspeitas estão saques e depósitos em dinheiro feitos de forma fracionada para dificultar o rastreamento das movimentações financeiras, além do uso de empresas e terceiros para circular recursos. Polícia Civil cumpre mandados em Prefeitura Municipal de Darcinópolis Divulgação Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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